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Setor agrícola cresceu 8,38% nos últimos três anos em Serra Alta

Publicado em 26/06/2020 às 16:19 - Atualizado em 26/06/2020 às 16:20

Quando falamos do progresso da bela cidade de Serra alta é impossível não se atentar ao fato da agricultura ser uma forte fonte de renda no município. Com propriedades bem estruturadas e famílias que investem no setor agrícola, o município apresentou um significativo crescimento nos últimos três anos.

Tendo como carro chefe a produção leiteira, seguida de Aves e suínos, desde 2017 Serra Alta apresentou um crescimento de 8,38% no Movimento Econômico Agropecuário. No primeiro ano, o setor agropecuário cresceu 4,96% e em 2019 3,42%. Isso resulta em um aumento no montante de R$ 6 milhões.

E quando falamos em investimentos no setor leiteiro, Roberto Parizotto, morador há 53 anos na Linha Sartori em Serra Alta, é especialista. Isso porque há 25 anos ele e a família atuam no ramo leiteiro, sendo um dos maiores produtores do município com 75 mil litros de leite ao mês.

Na propriedade, 85 vacas estão em lactação e passam por três ordenhas diárias: às 6h, às 14h e as 20h. Mas o começo não foi bem assim. “No início tínhamos diversas culturas na propriedade e percebi que não dávamos a devida atenção a nenhuma delas. Foi quando pensei em trabalhar com o leite. Comprei a primeira vaca e ela me rendia cerca de 30 litros por dia. Para poder dar conta, vendi uma junta de bois para adquirir a primeira ordenhadeira”, relembra o produtor.

Hoje com a esposa, e os filhos que auxiliam o trabalho na propriedade os investimentos têm sido constantes na melhoria da estrutura. Há cerca de 6 meses, o produtor construiu um Free Stall. Este é um tipo de estrutura muito utilizado para confinamento de rebanhos leiteiros, em vários países do mundo. O sistema consiste em áreas com camas individualizadas, corredores de acesso e pistas de trato. Tudo isso melhora o bem-estar animal e garante uma maior quantidade de leite.

“Percebemos a dificuldade especialmente em tempos chuvosos e no inverno, quando as vacas ficavam na pastagem e estavam sempre cobertas de barro. Igualmente quando nasciam os bezerros, acabavam ficando a mercê de doenças e isso prejudicava a produção. Então decidimos partir para o sistema de confinamento e que deu muito certo. Avaliamos de forma totalmente positiva”, revela o produtor.

Apesar de toda estrutura que a propriedade apresente, Roberto lamenta o baixo valor recebido pelo litro do leite. “Na situação em que se está apenas conseguimos pagar as contas com muito custo. As vacas precisam de alimentação, que custa caro, os medicamentos e produtos para o manejo também não podem faltar. Com isso, investe-se muito e se tem pouco retorno. É uma pena”, lamenta ele.

Conforme o produtor, a intenção é que futuramente consiga abrigar 100 animais na propriedade e manter o rebanho sempre atualizado, trocando as novilhas quando necessário.